quarta-feira, 19 de junho de 2013

Supercomputador mais rápido usa tecnologia Intel



   
O computador Milky Way 2 tem 48000 coprocessadores Intel Xeon Phi e 32000 processadores Intel Xeon. A máquina está na China e conseguiu o dobro do desempenho registado pelo vencedor da lista Top500 do ano passado.

O Milky Way 2 conseguiu 54,9 PFlops e é, desde 1997, o primeiro sistema exclusivamente baseado em tecnologia Intel a ser distinguido com o primeiro lugar da lista Top500. O computador foi construído para o Centro Nacional de Supercomputação de Guangzhou, na China, e necessita de uma uma potência total de 17,8 MW, tendo sido ainda distinguido como o mais eficiente a nível energético. Para atingir estas marcas, o sistema usa uma gama de processadores que a Intel ainda não lançou, os Xeon E5-2600 V2, fabricados segundo o processo de produção de 22 nanómetros e coprocessadores Xeon Phi, baseados na arquitetura Intel Many Integrated Core. A gama Xeon E5-2600 deve estar disponível no próximo trimestre e traz 12 núcleos, com velocidades máximas de relógio de 2,7 GHz, atingindo os 259 GFlops por socket, um aumento de 56% face à geração anterior.

A Intel aproveitou esta divulgação para revelar que vai expandir a gama atual de coprocessadores Xeon Phi, com cinco novos produtos, com várias opções ao nível do desempenho, da memória ou da eficiência energética. A gigante dos semicondutores detalhou ainda a segunda geração de produtos Xeon Phi, com o nome de código “Knights Landing”. Estes produtos vão ser baseados na arquitetura MIC e vão estar disponíveis enquanto coprocessador ou como processador anfitrião, sendo produzidos segundo o método de fabrico de 14 nanómetros. Usados como chip principal, diretamente na placa-mãe, estes processadores vão facilitar o salto tecnológico para uma maior densidade computacional e um maior desempenho por Watt.

Da lista dos 500 supercomputadores mais rápidos do mundo, 80% usam processadores Intel. A empresa explica que deve continuar a apostar no segmento da computação de alto desempenho, um mercado que deve crescer 36%, com receitas a rondar os 15 mil milhões de euros nos próximos quatro anos.

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